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Acompanhamento Terapêutico (AT)

O Acompanhamento Terapêutico (AT) é uma forma diferenciada de atendimento, sendo indicada a pessoas com história de sofrimento psíquico, com dificuldade de estabelecimento de vínculos e/ou em momentos de crise. Muitas vezes, essas situações tornam-se evidentes a partir da restrição da circulação social e da estagnação dos projetos de vida.

O atendimento será realizado nos lugares em que as dificuldades acontecem, podendo, portanto, acontecer na casa, na rua (explorando o espaço urbano) ou, havendo necessidade, em instituições. As possibilidades desse serviço se diversificam, pois cada relação estabelecida entre acompanhante terapêutico (at) e paciente terá necessidades e sentidos singulares. Assim, um diferencial dessa modalidade de atendimento é a flexibilidade para se adequar à demanda, já que ele ocorre nos espaços de vida do paciente.

Em geral, o AT compõe uma rede de cuidados interdisciplinares que facilita a intermediação das relações entre os profissionais e os familiares, auxiliando, assim, na sustentação de um tratamento integrado. Em parceria com outros profissionais – psicólogos, psicanalistas, psiquiatras, neurologistas, etc –, o AT tem como foco a identificação da psicodinâmica prevalecente, de forma a contribuir para uma maior precisão diagnóstica, e facilitar a construção e a realização dos projetos terapêuticos.

A peculiaridade do AT é uma especial proximidade do paciente que permite ao at experienciar, de alguma forma, o sofrimento vivido no momento em que ele acontece. A partir desses encontros, o at intervém no sentido de potencializar os recursos do próprio paciente, propiciando a possibilidade de desenvolver novas formas de relação e de lidar com as situações que lhe trazem sofrimento. Trata-se, portanto, de um trabalho de mediação que permite ao paciente apropriar-se dos limites e possibilidades de seu momento atual, promovendo “movimentos” em direção à realização de seus projetos.

Carla Alessandra é acompanhante terapêutica.